Como chega a Economia do Brasil ao final de 2019?

Apesar de ainda faltar mais de mês para encerrarmos o ano, a nossa economia já demonstra um caminho sólido, que dificilmente mudará até 31 de dezembro.

Ainda faltando pouco mais de um mês para término do ano, a Bovespa mostra valorização de cerca de 24% (até 25/11), mas também mostra fluxo de recursos de investidores estrangeiros negativo em algo como R$ 35,5 bilhões.


As contas pública, por exemplo, previam um déficit de 139 bi no início do ano. Déficit este que agora é projetado na casa dos 80 bi, mas não devemos nos iludir. A diminuição do déficit nas contas públicas se dá por medidas extraordinários e não por contenção de gastos, infelizmente. Apesar de o novo governo começar com o discurso da não prática do “toma lá, dá cá” não é isso que vemos.


O governo caiu na real de que sem a “benevolência” dos parlamentares não será possível reformar na profundidade e celeridade necessárias. A última semana foi o exemplo vivo disso, com a reforma administrativa praticamente passando para 2020, assim como a tributária, prisão após julgamento em segunda instância, autonomia do Banco Central, etc.. A verdade é que sem a liberação do FGTS e demais verbas e recursos para acelerar a economia o resultado seria outro.


Apesar disso tudo, outro fator que tem contribuído para a retomada da nossa economia é a virada de chave das pessoas que investem em renda fixa, indo para a renda variável. Uma vez que com a taxa selic em queda, não vale a pena permanecer em investimentos com retorno tão baixos.


Além disso, após 2 anos de recessão e 3 de crescimento pífio do PIB, nossas empresas conseguiram desalavancar suas estruturas e estão mostrando boas recuperações de resultados. Caso a economia consiga mesmo crescer os 2,20% previstos pela última pesquisa semanal Focus do Bacen, ou até mais se tivermos sucesso na aprovação das reformas, seria lícito supor que os lucros devem ter forte impulso, dado que os resultados tendem a mostrar grande elasticidade em relação à expansão do PIB.


Além desses ajustes, que dependem dos 3 poderes, vamos ter que ficar na torcida pela economia global, como o acordo entre os EUA e a China e o Brexit. Estes que acredito que já estão bem encaminhados, visto que uma guerra comercial não é benéfica para nenhum dos países envolvidos.


Já o Brasil está aparentando ser um mercado interessante para os estrangeiros, me arrisco a dizer que “estamos baratos” e temos demonstrado uma certa segurança jurídica para investimentos de longo prazo, seja em plantas novas e infraestrutura (o ideal), aquisições ou mesmo concessões que serão abertas. Importante observar que os relatórios de instituições financeiras internacionais passaram a recomendar o Brasil positivamente para os investidores e isto é importante, pois o país sofreu substantivo desmanche de posições especulativas de investidores estrangeiros, sem ter em concomitância atratividade para os recursos estrangeiros não especulativos dados a inércia da atividade econômica e o retardamento relevante da aprovação da Reforma da Previdência.


Então que venha mais valorização na nossa bolsa, que se abra espaço para novas IPO’s e Follow-ons, iniciando uma dinâmica positiva para a economia.


Referências:

O Que Falta Para a Economia Brasileira Deslanchar - https://invst.ly/ossxh

Entrada de Dólares no Brasil? - https://invst.ly/orh5q

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