Impressão de dinheiro pelos Bancos Centrais. Até quando?


O Banco Central da China injetou 1,2 trilhão de iuans (174 bilhões de dólares) de liquidez nos mercados em forma de operações de recompra (repos) reversa.


Isso tudo devido ao surto do Corona Vírus ter feito a economia do país degringolar, a bolsa de valores passou do dia 23/01 ao dia 02/02 fechada. Isso é uma das “maravilhas” dos Estados totalitários, fecha-se a bolsa de valores e abre-se quando achar necessário. Também pode-se construir um hospital em 6 dias para atender infectados, quem precisa de alvará, licença ou licitação? Se ele vai cair uns dias depois? ninguém sabe. Só sabemos que se fosse no Brasil, esses 6 dias levariam 6 meses somente para a realização da licitação e 6 anos para terminar a obra.


Não é a primeira vez (e nem vai ser a última) que vemos Bancos Centrais interferindo na Economia para “impedir” uma quebra, vide FED nos EUA na crise de 2008. O que ninguém te conta é que, sempre a culpa de se chegar a uma possível quebra é deles mesmo, VIDE FED NOS EUA em 2007/2008.


Veja que este artigo não é sobre o Corona Vírus e o Banco Chinês injetando dinheiro na economia, mas sim sobre todos os Banco Centrais do mundo e sua política de expansão de crédito, injeção de liquidez e criação de bolhas.


A verdade é que nenhuma bolha teria acontecido se não houvesse uma entidade com o poder legal de criar dinheiro do nada e injetar este dinheiro no setor bancário para que os bancos pudessem continuamente criar mais empréstimos. 


Em suma: sem um Banco Central criando dinheiro e dando este dinheiro aos bancos para que estes concedessem empréstimos (e, com isso, fizessem com que a quantidade de dinheiro na economia americana aumentasse continuamente), não teria como haver uma bolha imobiliária. Certamente, não uma bolha daquelas proporções. 


A verdade é que, desde que o dinheiro deixou de ser lastreado no ouro ficou extremamente fácil para países criar dinheiro do nada, uma vez que não há mais reservas  de ouro para serem queimadas. Essa é a maravilha do grande experimento monetário do século XX, a era do papel-moeda fiduciário inconversível. Em outras palavras, moeda cujo único lastro é a confiança no governo que a emite.


Em um sistema monetário como o padrão-ouro (e, em menor medida, até mesmo o sistema de Bretton Woods), os bancos e os Bancos Centrais eram impedidos de emitir moeda em excesso devido a um detalhe simples: a inflação monetária drenava as reservas de ouro dos bancos, pois os depositantes logo demandavam o resgate em espécie. Encurralado com reservas insuficientes lastreando os depósitos e os bilhetes emitidos, cedo ou tarde o sistema bancário tinha de reverter o processo inflacionário de expansão creditícia. Uma alta injustificável e insustentável nos preços dos ativos não tardava muito para ser corrigida.


A “impressão de dinheiro” acaba causando uma distorção absurda na economia, uma vez que você tem mais dinheiro circulando no mesmo tamanho de economia. 


Uma vez com mais dinheiro circulando, com mais demanda para a mesma produção acaba acontecendo um fenômeno que ninguém gosta de ouvir, inflação. Ora, se você tem mais pessoas com condições para comprar um determinado produto (esse dinheiro derivado de empréstimo com crédito barato) e esse produto segue com o mesmo número de produção a única consequência lógica é um aumento do valor deste produto. Isso, consequentemente, faz com que o produtor acreditando que esta demanda é real (e não falsa, como acontece) produza mais, se endivide mais para supri-la. E o que acontece quando essa falsa demanda acaba? Quebra. E aí vem aquele seu amigo “soça” querer dizer que as quebras que aconteceram no mundo foi pela ambição dos capitalistas, por quererem produzir mais do que podiam. 


Ora, se a economia deu sinal de alta da demanda (demanda artificial, criada pelo governo) o que se esperaria que ele fizesse? A verdade é que informações falsas passadas pelo governo (como acontece nas pedaladas fiscais) ou demanda falsa criada através da ingestão de liquidez, faz com que o empreendedor erre em seus cálculos e acabe por quebrar. E o que acontece quando milhões de empreendedores erram (por culpa do governo)? O mercado quebra.


O que vem acontecendo no mundo? 


E apesar de todas as “quebras” que já aconteceram, todas as bolhas criadas, a resposta dos BCs segue a mesma: Mais impressão de dinheiro. 


Os ativos financeiros valem cada vez mais, batendo recordes sucessivos, mas os índices de preços ao consumidor permanecem estáveis. E as autoridades monetárias parecem se preocupar apenas com este, e não com aquele. Nada diferente do que antecedeu a crise de 2008.


Há um descasamento entre o preço dos ativos e o risco subjacente. Os preços já não refletem os fundamentos, mas sim a vontade dos banqueiros centrais. Os fundamentos foram solapados pela injeção de liquidez.


As distorções nos preços dos ativos abundam. A magnitude das ações dos bancos centrais assombra cada vez mais. As economias patinam e o mercado laboral preocupa. Mas, a despeito de tudo o que foi feito, os índices de preços ao consumidor não registram aumentos expressivos. O que é pior (na visão dos banqueiros centrais), em vários países o fantasma da deflação teima em não sumir.


E assim a crise financeira é prolongada e os desequilíbrios são agravados. A realidade é que, desde que os estados se arrogaram o poder de imprimir moeda e controlar o sistema bancário, o mundo vai de crise em crise, aplicando curativos que não passam de meros analgésicos, enquanto a real enfermidade segue intocada.


Alguns dados apavorantes:


1) Há 35 países com taxas de juros abaixo de 1%. Isso inclui todos os países do G8 e toda a Zona do Euro. Quase 50% do PIB mundial com juros nesse patamar inédito.


2) Com taxas abaixo de 3%, existem 50 países atualmente.


3) Há 5 bancos centrais que já adotaram alguma forma de taxa de juros negativa, ou 23 países submetidos a esse experimento inusitado (Japão, Dinamarca, Suécia, Suíça e todos os membros da Zona do Euro).


4) Faz mais de duas décadas que o Banco do Japão (BoJ) mantém os juros em zero.


5) O Banco da Inglaterra aumentou em 5 vezes os seus ativos desde o estouro da crise de 2008.


6) Quase 90% do mercado global de dívida soberana, cerca de US$ 22 trilhões, rende não mais do que 2% ao ano.


7) O Banco do Japão detém hoje 35% da dívida pública do governo.


8) Nos EUA, o Fed carrega 15% da dívida pública federal. Em 2008, os Treasuries no balanço do Fed representavam apenas 5% do total emitido.


Na verdade até o conceito de moeda acaba perdendo o sentido, não mais se é um “meio de troca” e sim um meio de sustentar o mercado financeiro. É por isso que a confiança em moedas vem diminuindo e ativos como Ouro e o Bitcoin passar a ser vistos como refúgios genuínos.


Por fim, a verdade que temos hoje é que: os Bancos Centrais são hoje a principal fonte de risco e instabilidade à economia mundial.



Referências:

https://www.mises.org.br/article/2440/os-bancos-centrais-mundiais-sao-hoje-a-principal-fonte-de-risco-e-instabilidade-a-economia-mundial


https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2435


https://www.mises.org.br/article/2435/a-era-da-insanidade--um-resumo-das-medidas-surrealistas-dos-bancos-centrais-mundiais


https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1879

Entre em contato comigo.

© 2023 by Train of Thoughts. Proudly created with Wix.com

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now